Globo lançou novela especial para ajudar Rainha da Sucata em missão impossível

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Em 1990, a Globo precisou lançar uma novela especial para ajudar Rainha da Sucata em uma missão impossível: conter o sucesso de Pantanal, na Manchete. Exibida imediatamente após a novela das oito da emissora líder, a trama rural conseguia a liderança no horário, o que acarretou mudanças na programação da concorrente.

Como o NaTelinha já contou, Pantanal não vencia Rainha da Sucata na audiência – até porque não eram exibidas no mesmo horário. Contudo, diante do sucesso da novela rural da Manchete, a Globo precisou mexer em sua própria novela, reprisada atualmente no Vale a Pena Ver de Novo.

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No contra-ataque, a Globo aumentou a duração dos capítulos de Rainha da Sucata. Além disso, durante os intervalos da novela, chamadas anunciavam o que ainda estava por acontecer no capítulo daquela noite para que o telespectador não mudasse de canal – um expediente inédito na emissora.

Durante a novela, ainda segundo o site Teledramaturgia, a emissora também acabou com as tradicionais “cenas do próximo capítulo”, emendando a trama na atração seguinte.

Só que a principal aposta da Globo para conter a audiência de Pantanal foi Araponga, que entrou no ar em outubro de 1990 em um novo horário de novelas, às 21h30. Tratava-se de uma novela “especial”, inicialmente concebida para as 20h, mas escalada para a faixa posterior na intenção de barrar o sucesso da Manchete.

Na trama, uma paródia dos filmes de espionagem, Tarcísio Meira interpretou Aristênio Catanduva, um atrapalhado policial federal. Para reativar o Serviço Nacional de Informações (SNI), extinto órgão de inteligência do regime militar, para o qual trabalhou, ele exagera os relatos sobre os casos que investiga.

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O principal mistério é a morte do senador Petrônio Paranhos (Paulo Gracindo), assassinado em um motel onde estava sendo entrevistado pela jornalista Magali Santana (Christiane Torloni). Seu informante, Tuca Maia (Taumaturgo Ferreira), reforça os delírios do policial, contando-lhe mentiras sobre os acontecimentos.

O humor era a marca da novela. O protagonista é fetichista, faz coleção de calcinhas e, apesar do sucesso com as mulheres, as trata com indiferença. Ele não conseguiu manter seu casamento com Jurema (Ângela Vieira), pois tinha a sensação de estar traindo sua mãe, Dona Marocas (Zilka Sallaberry), que o trata como um menino.

A autoria era de Dias Gomes, que escreveu com Lauro César Muniz e Ferreira Gullar. A direção era de Cecil Thiré. No elenco, havia a presença de Luiza Brunet, famosa como modelo na época, em seu primeiro papel como atriz.

A competição durou apenas dois meses: Araponga estreou em outubro e Pantanal chegou ao fim em dezembro. A trama da Manchete se manteve como um sucesso inabalável, entrando para a história da TV. Já a aposta da Globo não conseguiu cativar o público – tanto que nunca foi reprisada.



Fonte Na telinha

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